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Notícia

Postada em 20 de Fevereiro de 2018 às 05h35min

Segundo o MP, deputados são lideres de esquema no Detran.

Os deputados estaduais Mauro Savi e Eduardo Botelho, ambos do PSB, são considerados líderes da organização criminosa desmantelada pelo...

Fonte: Diário de Cuiabá

Os deputados estaduais Mauro Savi e Eduardo Botelho, ambos do PSB, são considerados líderes da organização criminosa desmantelada pelo Ministério Público Estadual (MPE) nesta segunda-feira (19) por meio da Operação Bereré.

Além deles, também integram o núcleo de liderança do esquema criminoso de desvio de recurso público do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) o ex-governador Silval Barbosa, o ex-deputado federal Pedro Henry e também o ex-presidente da autarquia, Teodoro Moreira Lopes, o Doia.

“Sob a responsabilidade deste núcleo está a formulação e/ou aprovação, bem como a garantia de implementação e desenvolvimento de planos voltados a solicitação e ao recebimento de vantagens ilícitas no âmbito do Departamento de Trânsito de Mato Grosso”, diz trecho do relatório do MPE.

Conforme o órgão fiscalizador, os líderes se valiam do poder político decorrente dos mandatos eletivos e dos cargos que ocupavam, o que lhes garantiam a ingerência sobre a atuação do Detran.

“Os integrantes deste centro de atuação da organização criminosa detinham não apenas o poder de influenciar as escolhas relacionadas ao Detran, mas o poder de efetivamente determiná-las de fazer valer sua vontade em relação à autarquia”, completa os promotores no documento.

Como governador do Estado á época, Silval era o responsável por escolher o presidente do órgão de trânsito, submetida à aprovação da Assembleia Legislativa. No entanto, a escolha era feita por Savi e Botelho.

Já Dóia, na qualidade de presidente do Detran era quem detinha o poder jurídico de determinar as frentes de atuação do órgão na prestação de atividade administrativa delegada a autarquia.

Pedro Henry, por sua vez, entrou no esquema valendo-se do poder do seu mandato de deputado federal a época dos fatos, o qual lhe “proporcionava poder para influenciar nos órgãos integrantes do Sistema Nacional de Trânsito.

No total, o Ministério identificou três núcleos de atuação. Além da liderança, a organização criminosa ainda contava com os núcleos de operação e subalterno.

O núcleo de operação era composto por 11. Nesta células estão Silvio Cesar Correa, ex-chefe de gabinete de Silval, assim como o irmão do ex-gestor, Antônio da Cunha Barbosa Filho.

“Os integrantes deste núcleo são direta ou indiretamente responsáveis pela operacionalização dos esquemas de obtenção de vantagens ilícitas no âmbito do Detran. São eles quem materializam a vontade da liderança, tomando as medidas necessárias para que os esquemas de corrupção sejam realizados”, conclui o MPE.

O último núcleo, intitulado de subalternos, era composto por 40 pessoas. Entre elas estão o irmão, o filho e o assessor direto de Botelho, Romulo Botelho, Eduardo Rodrigo Botelho e Ricardo Adriene, respectivamente. Também integram este grupo o filho do ex-secretário de Estado, Eder Moraes.

“Os agentes integrantes desta célula exercem função de menor complexidade, porém vitais para o funcionamento da organização criminosa. Atividades meramente executivas de auxílio ao desenvolvimento de obtenção de vantagens ilícitas”, finalizou o MPE. (KA) 

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