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Notícia

Postada em 15 de Dezembro de 2017 às 06h03min

Como o Grêmio deve encarar o Real, atacar ou retrancar.

A identidade que Renato Gaúcho imprimiu ao time do Grêmio neste um ano e três meses em sua terceira passagem como técnico criou raízes. O...

A identidade que Renato Gaúcho imprimiu ao time do Grêmio neste um ano e três meses em sua terceira passagem como técnico criou raízes. O toque de bola cadenciado e a movimentação intensa do meio para frente levaram a equipe a um dos ataques mais positivos do Brasil em 2017, com mais de 100 gols, e aos títulos da Copa do Brasil e Libertadores. Mais do que nunca, o sonho do bi mundial está próximo. Só que o adversário é um gigante do futebol.

O Real Madrid sofreu alguns sustos do Al Jazira na semifinal, na tarde de quarta-feira, mas conseguiu a virada por 2 a 1 para carimbar a esperada decisão contra o Tricolor, no próximo sábado, em Abu Dhabi. O time do brasileiro Romarinho saiu na frente e chegou a fazer o segundo. Porém, um vacilo do jogador, que recebeu passe à frente da linha da bola, fez a arbitragem apontar impedimento.

É bem verdade também que o goleiro titular do Al Jazira, Ali Khaseif, promoveu alguns milagres, e a trave salvou os árabes em mais duas oportunidades. Mas foi possível observar que a equipe de Zinedine Zidane deixou espaços generosos para os contra-ataques. Comentaristas consultados pelo GloboEsporte.com foram unânimes em dizer que o Grêmio não é "azarão" e, por outro lado, não veem os espanhóis com a mesma postura de quarta na final.

– Não tem como mudar o jeitão do Grêmio jogar. É como se sente mais à vontade em campo. Foi assim que conquistou a Copa do Brasil e a Libertadores. Agora, quando tem um adversário superior, e acredito que o Real Madrid talvez seja o melhor time do mundo, quando perder a bola, talvez jogar mais recuado, atrás da linha da bola. Vi o Al Jazira sendo sufocado, mas também vi um Real dando contra-ataques que, se permitir contra o Grêmio, vai perder. Não sei se vai correr os mesmos riscos de hoje (quarta-feira) – analisa Caio Ribeiro, comentarista da Rede Globo.

Para Walter Casagrande, comentarista da Rede Globo e amigo de Renato Gaúcho, a ideia é a mesma. Ele recorda os melhores momentos do Tricolor em jogos fora de casa contra Cruzeiro e Atlético-MG, no ano passado, e Barcelona-EQU e Lanús, na Libertadores, como exemplos de como bater de frente diante de Cristiano Ronaldo e cia.. Mesmo que Abu Dhabi se trate de um local neutro, acredita que o Real, pelo favoritismo, tem o perfil de dono da casa.

– Recuado, não. Não está no perfil do Grêmio. Tem que fazer o jogo dele. Ganhou do Cruzeiro e do Atlético-MG fora de casa na Copa do Brasil do ano passado, do Barcelona de Guayaquil e do Lanús neste ano. É uma equipe que desempenha um futebol confiante e forte. Como lá em Abu Dhabi é campo neutro, mas todo mundo considera o Real um time superior, considero como se o Grêmio estivesse jogando fora. Ou seja, não tem que mudar nada – diz "Casão".

O equilíbrio tático ao longo dos 90 minutos – quem sabe, 120? – será a chave para a vitória, analisa Maurício Saraiva, comentarista da RBS TV. Segundo ele, a evolução de Renato como treinador dá mostras de que ele saberá imprimir o tom certo para a orquestra regida por Luan. E faz questão de ressaltar a pecha de que o Tricolor é a zebra da competição. 

À espera da estratégia de Renato, os gremistas passarão os próximos dois dias aflitos pela final do Mundial. Nesta sexta, o elenco faz o último treinamentos antes do jogo do ano. O duelo contra o Real Madrid está marcado para as 15h de sábado (horário de Brasília) – 21h nos Emirados Árabes. A partida será no Zayed Sports City Stadium, em Abu Dhabi.

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